Certamente você não deve saber o que é um tasloi. Não é para menos, uma vez que os taslois estão entre as criaturas mais covardes que habitam este planeta. Esses taslois são mesmo uns ratos. A começar pela aparência, eles possuem um nariz bastante proeminente e um rabo fino, semelhante à uma ratazana. E eles não têm vergonha de fugir de uma briga quando possível, de fato, taslois possuem um dieta que consiste quase que exclusivamente de restos de carniça deixados por outros seres mais vigorosos.
Mas aquele que escreveu esse livro não se contentou com essa existência miserável. Este tasloi, que prefere manter-se anônimo, fez um pacto com um Balor das profundezas do Abismo. Em troca de sua alma, o Balor condeceu-lhe poder como nenhum tasloi jamais viu. Durante sua vida, ele teve todo o dinheiro, a boa comida, e as tasloias que ele jamais pensou em ter.
Porém, um dia, tudo sempre acaba, que na hora de sua morte, o Balor voltou para manda-lo para o Inferno! Nesse momento o Tasloi reverteu-se a sua antiga personalidade, e chorou para o Balor, implorando para não ir ao Inferno! Outro pacto propôs entao o Balor, ficaria na Terra ainda, porém agora seria Imortal e deveria servir fielmente o humano conhecido como "Katabrok". Tolo esse Tasloi, aceitou a proposta, achando que qualquer coisa deveria ser melhor que o Inferno.
Qual não foi sua surpresa ao descobrir que "Katabrok" é um completo ignorante, o caso mais extremo de burrice jamais visto na sociedade humana! Esse "Katabrok" envolve-se em futeis lutas contra kobolds por todo o tempo, e seu fiel servo Tasloi deve sempre segui-lo, sob pena de ir ao Inferno!!
Nem mesmo a morte de "Katabrok" é o suficiente para livra-lo desta maldição, pois o Balor sempre volta e força-o a ressuscitar "Katabrok" em um necromante local.
Este livro é altamente recomendado para sádicos que gostam de se divertir com o sofrimento alheio. Eu recomendaria também este livro para os necromantes aprendizes, para que tenham uma noção do quão perigoso pode ser lidar com as forças do lado negro. Em suma, toda a essência deste livro pode ser resumida no conhecido ditado Bakalite: "Se você quer torfar um Dijetroz, não deve ter medo de sujar a lugubette."
(Resenha escrita por Dmitri para a Tribuna da Academia dos Magos)